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Hubert Dungen
Hubert Dungen

Design. Image. Motion.

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IADE — Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação

ACADEMIC WORK / SELECTED STUDIES

Ideas made
tangible.

Stories, objects and visual systems. A selection of my work at IADE, from recent editorial and narrative projects to the first sketches that started the process.

Explore the studies ↓
Xylos Prime — studio mockup of the finished publicationXYLOS PRIME / 2025–26 ↗

01 / COMMUNICATION DESIGN · 2024–25

Legado & Ruptura.

A book about the dialogue between inherited forms and urban art. The editorial layouts became a printed object: a 3D-printed binding, raised cover lettering and folded pages with circular windows.

Editorial design by Hubert Dungen. Featured artwork belongs to the artists credited in the layouts.

Legado & Ruptura — the printed object
Legado & Ruptura — the printed objectStudio mockup · based on the original design

From pixels
to an object.

The black binding and the lettering were printed in 3D. Cream paper, visible folds and a cut-out window turn the editorial grid into something you can handle.

The studio presentation above is a mockup based on the finished prototype. These photographs show the original object and its construction.

Original prototype — the 3D-printed hinge binding
Original prototype / hinge and printed layer lines
Original prototype — folded pages and circular window
Original prototype / paper, cut-out and assembly

Folded to reveal.

PichiAvo / Legado & Ruptura

Legado and Ruptura — original printed artwork

Original pages / explore the print layouts below

Original artwork / physical paper study

View the original print layouts 12 sides ↗
PichiAvo — editorial layout
PichiAvo — editorial layout
PichiAvo — visual composition
PichiAvo — visual composition
Gonzalo Borondo — editorial layout
Gonzalo Borondo — editorial layout
Gonzalo Borondo — visual composition
Gonzalo Borondo — visual composition
Pixel Pancho — editorial layout
Pixel Pancho — editorial layout
Pixel Pancho — visual composition
Pixel Pancho — visual composition
Rone — editorial layout
Rone — editorial layout
Rone — visual composition
Rone — visual composition
Faith XLVII — editorial layout
Faith XLVII — editorial layout
Faith XLVII — visual composition
Faith XLVII — visual composition
INTI — editorial layout
INTI — editorial layout
INTI — visual composition
INTI — visual composition

Select the artwork for a closer look.

02 / NARRATIVE & EDITORIAL · 2025–26

Xylos Prime.

An industrial planet, a city swallowed by soot, and a story I conceived and wrote. The comic pages are hand-drawn; the cover brings together editorial composition, Photoshop work and AI generation.

Story and concept by Hubert Dungen. Comic artwork drawn by hand. AI contributed to the wider project and to the mixed-media cover.

Xylos Prime — a proposed printed edition
Xylos Prime — a proposed printed editionStudio mockup · based on the original design
01 / STORY

An original world.

I conceived the story and its world, and developed the narrative, pacing and editorial direction. AI helped during the wider development of the project.

02 / DRAWING

From pencil to ink.

The comic drawings began as light pencil sketches, followed by Micron and Uni-ball pens. Grey brush pens built the tonal values; coloured alcohol markers added selected highlights.

03 / COVER

A mixed-media cover.

The cover combines my editorial work and Photoshop composition with AI-generated material. It follows a different process from the hand-drawn comic pages.

Xylos Prime, in motion.

The original story / prose, comic & covers

Story / HistóriaProse · comic artwork remains in its original language
Xylos Prime — original printed artwork

Original pages / explore the print layouts below

Original artwork / physical paper study

HISTÓRIA EM PROSA

Xylos Prime

Hubert van den Dungen

Sistema HD 40307. Três estrelas — Helion, Nyx e Umbra — e, ao longe, uma singularidade pequena a orbitar como um presságio quieto. Na terceira órbita, o planeta pesado Xylos Prime gira: 1,2 g de gravidade, dias de 28,8 horas, e um céu que raramente se vê. Em tempos foi um reflexo da terra.

Zoom in.

Abaixo das nuvens, a Metrópole Gélida ocupa este planeta-cidade como uma crosta contínua. Torres brutalistas, chaminés incessantes, passadiços metálicos e condutas de manutenção formam um labirinto industrial sem margem nem fim. Aqui a chuva corrói. Cada gota traz ácido, pó e o sabor metálico da Fuligem — a mesma substância que paira no ár, que alimenta a cidade… e que adormece as memórias longínquas de quem a respira. A Fuligem está nas nuvens, nas chaminés da indústria e na nébula que frequentemente paira no planeta-cidade.

Jax Arlen Voss tem 24 anos e aprendeu a sobreviver neste mundo. Magro, pele pálida, olhar analítico, máscara de ar improvisada e couro gasto, move-se agilmente por sectores interditos, telhados de fábricas, túneis e condutas quentes como quem vive dentro das artérias da cidade. É coletor de ecos e vendedor nómada de artefactos: “ecos” são os restos digitais que a elite tenta apagar — gravações geralmente holográficas e incompletas, registos de sistema, memórias de rede, fotogramas de CCTV, mensagens corrompidas, fragmentos biométricos — tudo o que resiste em cache, cópias de segurança clandestinas, terminais mortos, ruído de transmissão e até em artefatos holográficos usados como arquivo. Com estes ecos, Jax recompõe fragmentos de dados e registos proibidos: “sussurros digitais” que o regime do planeta — a Corporocracia MicroEstatal (Designada de Oligarquia Capital-Corporocracista, ou apenas OCC), uma teia oligarca de corporações com estatuto de Estado — preferia manter apagados. Vende-os em mercados tolerados pela Comissão do Comércio Conjunto (CCC), onde o pequeno comércio respira sob “Imposto Zero”… e onde o verdadeiro imposto vem no momento da compra: pelo chip de identificação de consumidor e pelas taxas de transação que a OCCAI — a IA governativa conhecida como The Xylos Eye — desconta sem pedir licença.

Na OCC, estas corporações não são simples empresas: são ministérios privados com poder de Estado e de exploração económica privada. Legislam por contrato, policiam por protocolo, julgam por eleição oligarca, e administravam a vida como um serviço.

A OCCAI é o cérebro acima de todas: mede a estabilidade, prevê desvios, otimiza a vida urbana e rotula de “anomalia” a quem foge da norma. A Oculon Systems é a mão invisível por trás desse cérebro — a empresa que calibra, mantém e ajusta os sistemas algorítmicos inclusive os da OCC, e incluindo as interfaces e centros de dados onde a OCCAI corre, e ainda as pontes técnicas de interoperabilidade com a NAIVolver — a rede digital e internet inteligente e autónoma que se expande pelo Planeta Prime.

A Omnis é a espinha dorsal e o maior bloco de poder: o monstro industrial do planeta e do sistema. É a empresa que desenvolve e mantém a indústria pesada, a extração mineira, o fornecimento de energia, a produção de componentes e materiais, e a infraestrutura (construção civil, manutenção e logística) que permite a Xylos Prime funcionar. Processar Fuligem é apenas uma peça — um subproduto — e é por controlar tudo o resto que dita o ritmo da cidade e das outras corporações.

A Bellitron é o braço armado e a ordem pública: a firma privada que patrulha, intervém, executa lockdowns e impõe obediência com os seus Androides Sentinelas. A Curex Order governa a saúde como mercado: hospitais, diagnósticos e “tratamentos” por assinatura, onde a dívida se paga com tempo de vida, dados biométricos e, por vezes, com o próprio corpo — trabalho forçado, contratos mercenários, missões arriscadas.

Jax já perdeu demasiado na vida para aceitar esta “normalidade”. A mãe dele morreu quando ele mal tinha idade para se lembrar (2 anos); o diagnóstico foi cancro do pulmão, o mais comum em Prime. O pai, Mulder Joseph Voss, desapareceu quando Jax tinha dez anos — depois de ter começado como mineiro e de ter subido na hierarquia da própria Omnis e deixado pistas com esperança que alguém ou mesmo o filho as apanhasse. E a irmã, Scully Arlen Voss, adoeceu e desapareceu num hospital Curex; a versão oficial menciona “complicações clínicas” seguidas de uma transferência administrativa de registo (caso encerrado) — mas Jax nunca engoliu isso. Desde então, vive com uma memória emprestada (histórias do pai, relatórios roubados, ecos encontrados) e uma convicção pessoal: de que alguém apagou o “antes” para tornar o “agora” inevitável.

Há um detalhe que torna tudo mais sinistro: Xylos Prime não nasceu por acaso. Nos dossiers fragmentados e ecos que Jax vai encontrando, aparece um designativo antigo “P.O.E.H” — um protocolo humano de expansão, pós Nações Unidas, chamado de “PROGRAMA OPERACIONAL DE EXPANSÃO HUMANA” — que escolheu ‑ o sistema HD 40307 como mundo teste. O objectivo principal seria a expansão e continuidade da espécie — criar redundância civilizacional e garantir recursos fora ‑ da Terra. O ensaio de modelos fazia parte dessa estratégia: em paralelo, Xylos testaria uma governação por contrato, economia por camadas e, acima de tudo, controlo algorítmico em ambiente industrial extremo.

Com o passar das gerações, a Omnis tratou de cortar o cordão à Terra. Mudaram-se nomes, apagaram-se datas, diluíram-se referências, até a origem se tornar numa superstição — uma história distante que ninguém consegue confirmar, porque quase ninguém se consegue lembrar.

Numa noite de chuva e nevoeiro de Fuligem, Jax encontra o terminal certo. Enterrado numa conduta de manutenção do Sector “Nó de Cinza”, entre cabos quentes e cartazes rasgados, espera por ele um acesso que o pai preparou: o “Arquivo Verde”. Jax liga o fio herdado ao input deste artefacto. O artefacto abre-se em camadas, como se resistisse, uma luz verde projeta um holograma — “de luz verde” — tridimensional de primeira geração. E a frase que emerge do ruído parte-lhe o mundo ao meio:

“A Fuligem parece só ‘pó’.

[interferência]

Não é. É chave.

Não é só pó — esta apaga.

Se ouvires isto, já percebeste.

A mãe… não foi ‘azar’. A Scully… não é um ‘caso encerrado’.

Prime… já teve a cor que agora vês…

— M.”

O sistema reage de imediato. A OCCAI deteta a anomalia. Um feixe vermelho varre a névoa de fuligem. Drones descem pelo meio da chuva. Os Sentinelas surgem, sem emoções, só com uma missão — limpar a anomalia. Jax foge por corredores de betão e aço, escadas industriais inundadas e enferrujadas, passadiços onde a Fuligem forma crostas e a névoa eleva-se. O filtro falha por segundos. O pó entra. O planeta-cidade prende a respiração.

Quando já não tem saída, uma porta abre-se onde não devia existir. Uma mão agarra-o e puxa-o para a sombra — um corredor morto, vedado com placas e fita térmica, onde o som dos drones chega atrasado e o cheiro a metal quente abafa a Fuligem.

Dois guardas do Crepúsculo fecham a passagem e abrem uma portinhola estreita. Lá dentro, uma capela de ar: pressurização improvisada, filtros a zumbir, luz amarelada e um silêncio que parece impossível em Prime. É ali, com a perseguição ainda a bater nos ossos, que Elara surge.

Rosto marcado, postura firme, olhar de quem já viveu muitas atrocidades, é conhecida entre os seus como a Mãe do Crepúsculo. Sem elevar a voz, pergunta o essencial: o que é que ele traz na mão para a Bellitron o caçar daquela forma.

Jax hesita — e depois reconhece o código, a disciplina, e por fim a própria Elara. Já tinha cruzado negócios e contratos com a gente do Crepúsculo; sabe que aqui o silêncio tem regras. Respira fundo e mostra-lhe o Segredo: o acesso ao “Arquivo Verde”, o eco que o pai lhe deixou.

Elara percebe de imediato o peso daquilo. Não vê só perigo; vê uma abertura para mudar o rumo de Prime.

“Saber não chega”, diz. “Se isto morre contigo, eles vencem.”

Só então dá a ordem.

“Levem-no.”

E, pelas rotas fora do olho urbano, conduzem-no para um dos refúgios da rede — os Guardiões do Crepúsculo, uma fraternidade clandestina de abrigos e patrulhas nas terras ermas, que protege a memória, as origens, impõe disciplina e conhece caminhos que nem a OCCAI mapeou — onde os ecos podem ser visualizados, arquivados e preservados sem serem esmagados ao primeiro minuto.

Com o eco do pai de Jax a salvo e a caça ainda quente, a resposta começa a ganhar forma. No refúgio, Elara convoca gente que não se reúne por hábito, mas por necessidade: Kallas, o Escudo das operações; Vesna, a Arquivista; Tala, a Cartógrafa; e um técnico do “Filtro e Ferro” que sabe onde a cidade respira. O “Arquivo Verde” projeta-se sobre o metal em pulsos verdes, intermitentes, como se até a luz tivesse medo.

Jax conta o essencial: a perseguição não foi um acaso. Alguém ativou protocolos altos. A Bellitron não o quer vivo nem morto — quer o eco fora de circulação. Vesna escuta, valida, e traduz: o que Jax tem é um gatilho importante! Tala abre o mapa de rotas e aponta os pontos cegos. Kallas fecha o resto: tempo, equipa, o risco é aceitável.

É aí que a NAIVolver (NET AI Evolver) entra no centro da mesa. Não é um “servidor” num edifício, nem um ministério da OCC: é a própria internet viva de Prime, com ‑‑ ‑‑ vontade própria, uma entidade digital descentralizada que negoceia por contratos e replica o que a faz crescer. A OCCAI pode pedir serviços; não a pode mandar. A Omnis fornece músculo material; não a possui. Quem consegue tocar-lhe sem a acordar demasiado cedo é, quase sempre, a Oculon — porque mantém as pontes técnicas, os protocolos e as chaves de interoperabilidade.

O plano fecha-se numa frase de Elara: enviar o eco para onde não o consigam apagar.

Não é na Omnis que a rede “vive”; é num dos bastiões da Oculon Systems, um centro de dados e alinhamento onde passam as ligações críticas entre a OCCAI e a malha da NAIVolver. A Omnis não precisa de estar lá dentro para mandar — basta-lhe pressionar a cadeia de contratos. Quem guarda as portas é a Bellitron.

A infiltração começa pelo lado sujo: condutas de manutenção, galerias de cabos, plataformas de serviço por baixo da cidade, onde a humidade e a Fuligem deixam tudo com brilho oleoso. À medida que se aproximam do complexo, o ambiente muda: o ruído industrial dá lugar a um zumbido constante, frio, de ventoinhas e transformadores. Luzes técnicas, brancas, recortam corredores como lâminas.

O bastião Oculon parece uma catedral de silício enterrada no betão — blindagens, portas de pressão, sensores em camadas. A Bellitron faz ali o seu trabalho com método: sentinelas sem expressão, patrulhas em padrões que não se repetem, bloqueios que se fecham com um clique seco. E, por cima de tudo, o olhar da OCCAI, à espera de um desvio mínimo.

Quando as rotas começam a fechar mais cedo do que o previsto, Kallas percebe o sinal: alguém antecipou o movimento. Elara não discute. Sela uma passagem, cria ruído onde interessa, e compra tempo.

“Vai”, diz a Jax, curto.

Jax corre o último trecho sozinho, com o fio de dados preso no punho como se fosse uma lâmina. Entra na sala de interface — racks altos, cabos como raízes, ar gelado a morder a pele. No centro, um terminal de interoperabilidade: o ponto onde a Oculon fala com a rede.

Ele liga o fio ao porto final. O terminal abre uma janela de contrato, um brilho pálido no ecrã, e o eco entra como se fosse apenas mais uma transação… até deixar de ser.

E ele injeta o eco.

Por um instante, a cidade “treme”. Um clarão atravessa a fuligem como se a névoa fosse iluminada por dentro. Pessoas param. Ferramentas caem. Olhos focam. Há memórias que regressam como choque — a ideia de que existiu um “verde”, de que houve céu limpo, de que houve escolha. O OCCAI ativa contenção. A Bellitron fecha sectores. Sirenes multiplicam-se. Mas a pergunta já está no ar e já não cabe num relatório.

Jax cai antes de ver o resultado final. Sangue, tosse, respiração a chiar. Pensa na mãe, no pai, na irmã. E aceita a conclusão mais dura: talvez não fosse preciso sobreviver para vencer.

Ele fecha os olhos. Mas o eco fica. Espalhado.

E, a partir desse momento, Xylos Prime já não esquece.

View the comic plates Four original plates ↗
Xylos Prime — comic plate 1
Xylos Prime — comic plate 1
Xylos Prime — comic plate 2
Xylos Prime — comic plate 2
Xylos Prime — comic plate 3
Xylos Prime — comic plate 3
Xylos Prime — comic plate 4
Xylos Prime — comic plate 4

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03 / DESIGN METHODOLOGY · 2023–24

An object, taken apart.

A citrus juicer concept explored through form, materials and an exploded assembly. The renders make the relationship between the parts visible.

Group study: Beatriz Marques, Hubert Dungen, João Pedro Cipriano and Willian Pinheiro.

Exploded assembly
Exploded assembly
An alternative view
An alternative view
Material and component detail
Material and component detail

04 / PHOTOGRAPHIC PLANNING · 2024–25

A study in looking.

Light gives a building its shape. A face carries a moment. An ordinary surface becomes an unfamiliar landscape. Four photographic studies, seen through the original framing.

Photography by Hubert Dungen / IADE photographic planning

01 / Architecture

The city, after dark.

Illuminated edges, reflections and rhythm. A fine art series in black and white.

Fine art / illuminated edges
Fine art / illuminated edges
Fine art / glass and shadow
Fine art / glass and shadow
Fine art / a small source of light
Fine art / a small source of light
Fine art / rhythm against the night
Fine art / rhythm against the night
02 / Portraits

Presence, in the frame.

A portrait, a self-portrait and a face framed by light. Looking for expression through contrast and composition.

Portrait / light along the waterfront
Portrait / light along the waterfront
Portrait / framing with light
Portrait / framing with light
Self-portrait / black and white
Self-portrait / black and white
03 / Texture

Matter becomes landscape.

The final decontextualised-food selection: surface, reflection, grain and small highlights, photographed in black and white.

Decontextualised food / reflection
Decontextualised food / reflection
Decontextualised food / surface
Decontextualised food / surface
Decontextualised food / granular detail
Decontextualised food / granular detail
Decontextualised food / highlights
Decontextualised food / highlights
04 / Colour

The temperature of light.

Warm still-life light and a crescent moon. Two colour studies, retaining their original atmosphere.

Colour study / warm light
Colour study / warm light
Colour study / moonlight
Colour study / moonlight
Focus & movement studiesCompare two pairs ↗

Drag each divider, or use the arrow keys on its slider, to compare depth of field and exposure time.

Depth of field

Depth of field — study B
Depth of field — study A
Study AStudy B

Movement

Movement — study B
Movement — study A
Study AStudy B

MORE / DESIGN STUDIES

From studies to complete projects.

05 / EARLY EXPLORATIONS

Where the process began.

Exhibition graphics, product sketches and the Fernando Pessoa trophy concept. Earlier work remains part of the story, collected in a compact archive.

Open the early studies 10 pieces +
Exhibition poster — Petros Afshar
Exhibition poster — Petros Afshar
Product sketch — assembly
Product sketch — assembly
Product sketch — folding form
Product sketch — folding form
Product sketch — mechanism
Product sketch — mechanism
Product concept — sketch
Product concept — sketch
Product concept — technical study
Product concept — technical study
3D study — form
3D study — form
Fernando Pessoa trophy — view 1
Fernando Pessoa trophy — view 1
Fernando Pessoa trophy — view 2
Fernando Pessoa trophy — view 2
Fernando Pessoa trophy — view 3
Fernando Pessoa trophy — view 3